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Críticas do Filme "2012- O ano da profecia"

16/11/2009 21:16

 Análise Críticas do Filme “2012 O ano da Profecia”

 

 

Texto por Carlos Eduardo Corrales - 2012

Publicado em 13/11/2009 às 00:00

 

 

É incrível que alguns cineastas não se chamem Constâncio. É o caso de Roland Emmerich, cuja obra talvez seja a mais constante da história do cinema. O cara só filma fim do mundo. Como as profecias maias prometem o dito-cujo para o ano 2012, nosso amigo não poderia perder essa nova oportunidade.

 

Desta forma, acompanhamos duas histórias paralelas. De um lado, temos John Cusack como um escritor fracassado que tenta salvar a vida de sua família. Do outro, temos o governo estadunidense tentando fazer algo para evitar a extinção da humanidade. E daí vemos todas aquelas discussões e temáticas que você já viu várias vezes antes. Tipo por que algumas pessoas têm direito a estar na arca e outras não? Quem decide quem está na lista? É até curioso pensar que essa cabine foi organizada pela Cinnamon, que dois dias antes protagonizou o maior desastre jornalístico que já pude presenciar durante a coletiva de Crepúsculo 2: Lua Nova (cujo relato você lê por aqui na próxima matéria publicada). Será que eles se tocaram como a discussão proposta pelo filme se encaixa perfeitamente no escarcéu do final de semana anterior?

 

Mas falemos do filme. Não dá para negar sua beleza. Tem algo muito poético em destruição e isso tem de monte aqui. É simplesmente lindo ver grandes cidades desmontando como quebra-cabeças, ondas enormes consumindo pessoas em massa ou cabuns atômicos curtindo a vida adoidado. E posso dizer que foram essas cenas de ação as que garantiram dois Alfredos e meio para o filme.

 

Isso porque a história é simplesmente horrorosa de doer. Cá entre nós, quantas vezes você já viu o pai divorciado sofrendo pelo fato de sua ex-esposa ser feliz com outro homem, ao mesmo tempo em que seus filhos parecem preferir o “novo pai”? E o vilão que se redime no final? E os personagens que se sacrificam por um bem maior? Finalmente, e o herói que parece ter morrido ao salvar o mundo, apenas para uns três minutos depois retornar gloriosamente ao som de uma trilha sonora retumbante? Pois 2012 tem tudo isso aqui. É simplesmente impossível ser mais óbvio.

 

Porém, de acordo com os ensinamentos Cyrinais, Constâncio Emmerich cuidou muito bem do visual e especialmente das cenas de ação. Assim, não sentimos que acabamos de assistir a duas horas e quarenta minutos de porcaria, mas a um filme mediano. Assista se você gosta de ver 95% dos seres humanos morrendo ou se nunca viu algo do gênero antes. Pelo menos tem explosões a rodo! ^^

 

 

http://www.delfos.jor.br/conteudos/index_interna.php?id=5961&id_secao=1&id_subsecao=2   

 

 

   Resenha do filme “2012” e nossa percepção de tempo, religião e ciência

 

Escrito por: Marcos Lemos on 15 Novembro 2009

| Temas relacionados: Cinema  Sempre vemos velhas contagens e insanos relatos de quando e como o mundo em que vivemos e como conhecemos irá acabar, ter um fim fatídico e irrevogável. Essas visões proféticas  sempre foram provocadas pela religião (qualquer uma), mas depois de todo alarde climático, a ciência (em todos os níveis) também resolveu fazer suas previsões – muito semelhantes às da religião. E o cinema não poderia deixar de dar sua versão dos “fatos”.

 

Fui ver o tal filme “2012”, que tem como ponto de partida uma suposta previsão dos povos ameríndios, em seus calendários astrológicos (que é diferente de astronômico) de ritos e cultos ao sol, onde só vai até o dia de 21 de dezembro de 2012. Justificativas mil se somam para corroborar essa tese, desde alinhamentos planetários, radiação solar, inversão de pólos magnéticos do planeta… Veja o trailer abaixo.

 

 

Mas, ao contrário do que se pensa, as religiões judaico-cristãs não pregam um fim do mundo. “Fim dos tempos” é diferente de “fim do mundo” – o que se crê é na renovação do que é velho, um novo tempo em que Deus poderá recriar/refazer a criação destruída pelo humano. Então será possível viver conforme o sonho divino para a sua humanidade.

 

Quando a ciência se faz profeta de catástrofes algo pode ajudar a mudar nossa percepção sobre o tempo e como lidamos com o mundo. Veja como exemplo as questões que envolvem o “aquecimento global”. Sem a visão da ciência para confirmar que estamos num caminho sem volta no uso e desuso de recursos, não pararíamos para repensar nossa postura. Uma postura de crer que estaremos aqui para sempre, que somos invencíveis e que tudo existe para nos servir e deliciar tem provocado o “fim do mundo” como o conhecemos.

 

É importante repensarmos como aceitamos as coisas à nossa volta, para para ouvir os novos profetas a nos alertar. Dessa vez os profetas não são apenas ouvintes de Deus, mas são leitores dos “sinais dos tempos” e dos sinais que a Terra nos dá.

 

Ah! Claro, sobre o filme: é uma boa aventura, diverte e nos faz pensar sobre como é importante sermos solidários, que a humanidade é uma única raça e que só vamos sobreviver se trabalharmos juntos. Bom, e o que vai nos salvar? A alusão à velha história da Arca de Noé como a solução é explícita. A humanidade já passou por uma catástrofe de ordem global antes e o único recurso foi construir um “barco” para abrigar o que restasse (Gen 6,5 até 9,17).

 

http://www.lemosideias.com/2009/11/resenha-do-filme-2012-e-nossa-percepcao.html  

 

[Resenhas] 2012

 

Acordei com vontade de fazer uma bela resenha de “2012″, mas sobre um filme-catástrofe não há muito o que dizer — ainda que seja ótimo, como o filme de Roland Emmerich — sem que contemos muito sobre o filme. Melhor cada um ir aos cinemas até para gerar discussões, das boas, com quem também já viu. Seja como for, acertei o prognóstico sobre o filme estar não somente no topo da bilheteria americana (US$ 225 milhões no total mundial, a nona melhor estreia global de todos os tempos nos cinemas), e chamar de arrasa-quarteirão acaba sendo pequeno diante de um filme que é… arrasa-planeta.

 

Há muitas coisas boas em “2012″ que valem o ingresso, a começar pela excelente opção de não inserir no filme elementos excessivamente esotéricos, religiosos ou extraterrestres. Há cenas eletrizantes e, como todo bom filme-catástrofe, têm que “flutuar” pelas poltronas da sala escura as expressões de “Caraca ! Impossível !” que vão bem além da destruição do planeta em si: são os pequenos detalhes inverossivelmente espantosos que fazem a dor e a delicia do espectador.

 

Impossível não destacar todas as cenas em torno dos “carros de luxo”. Quem se espantou com a tão comentada “cena do avião” no recente “Presságio” vai receber doses cavalares de outras “cenas do avião”, aliás vários aviões, tão boas quanto. Há também momentos bem humorados sem cair no ridículo, valendo mais uma vez o lembrete: teorias apocalípticas à parte, não é um filme para ser levado a sério.

 

Num filme onde os efeitos especiais prendem a atenção mais que qualquer coisa, os personagens poderiam ficar em enésimo plano (ou, como já vimos em outras produções do gênero, soarem patéticos), mas não é isso que acontece em “2012″. O elenco é ótimo, com destaque para os sempre excelentes John Cusack, Oliver Platt e Chiwetel Ejiofor (um dia aprenderei a pronunciar este nome), embora nem façam os melhores personagens: Woody Harrelson como Charlie Frost, Tom McCarthy como Gordon Silberman e Beatrice Rosen como Tamara estão arrasando, num filme que ainda tem George Seagal e Danny Glover como coadjuvantes de luxo, as beldades e Amanda Peet (cada vez mais bela) e Thandie Newton (cada vez mais sem sal) não comprometendo, e as crianças todas ótimas.

 

Vale a pena enfrentar as filas (que tal comprar antecipado ?) e conferir esta excelente produção, antes que o mundo acabe por outros motivos… Em tempo: como sempre, deixe suas expectativas em casa… em especial no que se refere à participação do Rio de Janeiro… E divirta-se !

 

 

http://cinemagia.wordpress.com/2009/11/16/resenhas-2012/